segunda-feira, 31 de maio de 2010

Enquanto sonhava

Mergulhei nos sonhos da mente
sonhava e cantava,
e também via
que a alma é fraca
e a carne deseja

Deseja sangue quente
que escorre pelas mãos
que fulgara as entranhas
e marca o passo do compasso

Fraca, porque sente dor
sente que ama e não tem voz
dor que acelera o batimento
Dor que a carne deseja
e a mente sente

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Agressão pensante

O escarro da sua boca
tem o mesmo gosto que o gozo do seu corpo
Tua politica de ideias, é a dúvida do azul
entre o céu e o mar
O suor da tua mente
São os calos nas minhas mãos
e o inchanço do meu coração

E para todo teu discursso
sempre um novo surdo
a se admirar com a prisão voluntaria

terça-feira, 11 de maio de 2010

Sobre o Adeus que não aconteceu

No dia da nossa despedida, desenhei um cenário perfeito. Era um dia de chuva, mas ninguém sofria, não havia motivos para isso. Você me abraçava e me dizia ser a única mulher da sua vida. Alegava ir embora porque a vida tem dessas coisas, pertencer uns aos outros por tempo integral é muita prepotência, e eu te entendia. Entendia porque sabia que nunca fora sua e sempre houve um mundo paralelo onde falávamos línguas diferentes, e se não nos comunicamos não nos pertencemos.



Ouvi dizer que esta com outra, só que ela não tem tanto de você como eu. Carregarei-te para sempre, mesmo assim, tu não consideras isso uma prova de amor sublime. E quando ela se for, ainda restara somente eu. Eu, que tu negas como semelhante, que negas como semente crescida. Ainda hei de sobreviver á tua “convalescencia”, irei olhar-te deitado e me ver num reflexo imperfeito de águas raras e perguntarei sem ouvir respostas “Pai, porque me abandonaste? Porque nesse mundo mundano deixou tua filha á mercê do entendimento da vida, e me obriga a uma despedida dolorosa marcada pelas lembranças do não convívio.



Carrego tua cruz, pelo teu pecado de carne, e me contento em saber que de fato Pai, carrego a eternidade dos laços genéticos sem nenhum vinculo social.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Inofensivos (2º parte)

Éramos filhos
Iríamos todos vencer
O que passávamos de mão em mão
Era o que também nos ligava pelo coração
Não existia ofensas
Só o desconhecimento entre si

E da morte?
Ah! A morte...
A morte chegaria na velhice
Para que lembrássemos uns dos outros com amizade